Transferência de tratamento ortodôntico pode ser a virada de chave quando você sente que “não vê evolução” e quer voltar a ter um plano claro, com progresso visível.
Mudar de ortodontista é mais comum do que parece: troca de cidade, de país, mudanças de rotina ou simplesmente a sensação de que o tratamento “parou”. Ainda assim, a dúvida costuma ser a mesma: dá para continuar como está ou é melhor reavaliar e ajustar tudo?
Quando a queixa é direta: “não vejo evolução”
Em muitos casos transferidos, a paciente chega com uma percepção objetiva: o aparelho está lá, as consultas acontecem, mas os dentes parecem iguais.
Isso pode acontecer por vários motivos, e nem sempre significa que “alguém errou”. Às vezes, o que falta é um diagnóstico atualizado e um plano que faça sentido para o momento atual do tratamento.
O primeiro passo não é apertar o aparelho — é diagnosticar
Antes de trocar fios, colocar elásticos ou “mexer na mecânica”, o mais seguro é entender o cenário real.
Por isso, a conduta inicial costuma incluir exames radiográficos atualizados, que ajudam a avaliar:
- Fatores biológicos que podem limitar a movimentação (cada pessoa responde de um jeito);
- Posição das raízes (para movimentar com segurança);
- Se o que aparece na boca combina com a mecânica que está a ser usada.
Com esses dados em mãos, o plano deixa de ser tentativa e passa a ser previsível.
Manter o aparelho ou recomeçar? O que pesa na decisão
Em transferências, muitas vezes dá para preservar o aparelho e seguir adiante, desde que existam condições mínimas. Por exemplo:
- A colagem (posição das peças) está bem feita;
- O sistema de bráquetes é conhecido e compatível com o ortodontista atual;
- Existe documentação técnica do caso (exames, fotos, plano, sequência usada, intercorrências).
Por outro lado, quando não há histórico algum — algo que pode ocorrer, por exemplo, se a ortodontista anterior mudou de país — a previsibilidade cai bastante. Nesse cenário, recomeçar o sistema pode ser a opção mais segura e eficiente.
Recolagem: por que trocar tudo nem sempre é “retroceder”
Remover o aparelho e fazer uma nova colagem pode soar como voltar atrás. Na prática, porém, pode ser o caminho mais rápido para ganhar controle.
Ao reposicionar os bráquetes e reiniciar o planeamento biomecânico, o ortodontista consegue:
- Criar pontos de força mais precisos;
- Evitar movimentos “tortos” que atrasam o alinhamento;
- Organizar uma sequência mais coerente de fios e ajustes.
Assim, em vez de insistir num sistema sem informações, passa a existir um plano com começo, meio e fim.
Evolução em poucos controles: o que costuma mudar primeiro
Num caso clínico com troca de aparelho e reinício do planeamento, é comum ver melhora mais rápida em:
- Alinhamento (dentes menos “encavalados”);
- Nivelamento (arco mais regular e harmonioso).
No exemplo do post, após 6 controles, a evolução ficou visível e a resposta biológica pareceu mais favorável à nova mecânica. Com isso, a paciente voltou a sentir algo essencial: confiança.
Metas finais: linha média, torque e intercuspidação (em linguagem simples)
Depois que o alinhamento inicial acontece, entram objetivos mais finos, que deixam o sorriso e a mordida mais estáveis:
- Linha média: alinhar o centro dos dentes de cima com o de baixo e com o rosto;
- Torque: ajustar a inclinação dos dentes (para estética e função);
- Intercuspidação: melhorar o encaixe entre os dentes superiores e inferiores.
Essas etapas costumam exigir mais detalhe e acompanhamento, porém ficam muito mais previsíveis quando o início está bem organizado.
Por que um tratamento pode “estagnar” (sem caça às bruxas)
Quando a sensação é de pouca evolução, algumas causas comuns podem estar envolvidas:
- Limitações biológicas individuais;
- Peças coladas fora de posição, o que atrapalha o movimento;
- Mecânica que não combina com o objetivo daquela fase;
- Faltas, quebras frequentes ou higiene difícil, que atrasam o ritmo;
- Elásticos indicados, mas usados de forma irregular (quando aplicável).
Por isso, reavaliar com calma e com exames é tão importante: você sai do “acho que” e vai para o “vamos medir e decidir”.
Checklist: o que pedir ao ortodontista anterior (quando for possível)
Se você vai transferir o tratamento, vale solicitar:
- Radiografias e/ou relatórios de exames já feitos;
- Fotos iniciais e de evolução;
- Plano de tratamento (mesmo que resumido);
- Observações sobre mecânicas usadas e intercorrências.
Essas informações ajudam a reduzir incertezas e podem evitar retrabalho.
Para entender melhor a importância de documentação e planeamento em saúde oral (incluindo exames e registos), você pode consultar orientações gerais do Serviço Nacional de Saúde (SNS): Saúde oral (SNS).
Próximos passos: como retomar o controlo do seu tratamento
Se você está numa transferência de tratamento ortodôntico e sente que não evolui, o melhor caminho é uma avaliação com diagnóstico atualizado e um plano transparente.
Você pode conversar diretamente pelo WhatsApp e explicar o seu caso (incluindo há quanto tempo usa aparelho e quais exames tem): https://wa.me/+351926533304.
Se quiser, veja também mais conteúdos e temas relacionados em: catharinanovaes.pt.



